letras pequenas
Letras pequenas que não dependem do tamanho da fonte
Ninguém está diminuindo o corpo do texto: são caracteres menores por desenho, e a coleção deles tem buracos.
Nenhum estilo corresponde. Troque de grupo ou tire o filtro de favoritos.
Typewriter
Small Caps
Tiny
Unicode has no superscript q, so q stays as it is.
Tiny Low
Unicode only has a few subscript letters; the rest are left unchanged.
Small Caps Spaced
Tiny Spaced
Existem três famílias de letras pequenas no Unicode, e nenhuma delas nasceu para decorar perfil. As sobrescritas vêm da notação científica e da transcrição fonética, onde uma letra elevada indica aspiração ou nota de rodapé. As subscritas vêm da química e da matemática, para índices. O versalete, aquela maiúscula do tamanho de uma minúscula, foi codificado para a fonética, porque linguistas usam essas formas para marcar sons específicos. Como cada família foi criada com um propósito estreito, nenhuma cobre o alfabeto inteiro.
O sobrescrito é o mais completo dos três e ainda assim tem falhas conhecidas. Não existe q sobrescrito com suporte amplo, então o q permanece do tamanho normal no meio da palavra. Nas maiúsculas, faltam Q, X, Y e Z. Isso significa que palavras muito comuns em português, como quero, aquele e qualquer, saem com uma letra fora de escala. Preencher o buraco com um sósia emprestado de outro alfabeto seria pior: quebraria a busca por copiar e colar e confundiria leitores de tela. Deixar a lacuna visível é a opção honesta.
O versalete tem duas ausências próprias, e as duas são antigas. Não há Q em versalete: a substituição usada é o ǫ, um o com cedilha invertida chamada ogonek, que é o mais parecido disponível. E não há X em versalete, então o x fica em minúscula comum. Numa palavra como peixe ou próximo, a diferença é perceptível se você procurar, e invisível para a maioria das pessoas. Fora esses dois casos, o versalete é o estilo pequeno mais legível de todos, porque mantém a silhueta das maiúsculas.
O subscrito é o mais incompleto de longe. O padrão só encodou um punhado de letras rebaixadas, basicamente a, e, h, i, j, k, l, m, n, o, p, r, s, t, u, v e x, além dos algarismos e de alguns sinais. Todas as demais atravessam sem mudar. Na prática, isso quer dizer que o subscrito serve para uma palavra curta escolhida a dedo, não para uma frase, sob pena de sair metade rebaixada e metade normal.
Duas observações fecham o assunto. A primeira é sobre acentos: como a letra pequena não tem versão acentuada no padrão, o acento é recolocado sobre o glifo reduzido e sai em tamanho normal, o que fica desproporcional. Para textos com muitos acentos, o versalete se comporta bem melhor que o sobrescrito. A segunda é sobre tamanho relativo: essas letras continuam pequenas por mais que a pessoa aumente a fonte do sistema, já que a proporção está no desenho do caractere. Quem lê com dificuldade não consegue compensar aumentando o zoom, e isso deve pesar na decisão de usar o estilo em informação importante.
Perguntas frequentes
Qual estilo pequeno é o mais legível?
O versalete, com folga. Ele mantém a forma das maiúsculas, apenas em altura reduzida, então o olho reconhece as palavras rapidamente. O sobrescrito é bonito em uma ou duas palavras, mas em frase inteira exige esforço, e o subscrito é incompleto demais para ser usado em texto corrido.
Por que uma letra ficou do tamanho normal no meio da palavra?
Porque aquela letra não existe naquela família do padrão. No sobrescrito faltam o q minúsculo e as maiúsculas Q, X, Y e Z; no versalete faltam o Q, substituído por ǫ, e o X. Quando não há caractere correspondente, a letra atravessa sem alteração, que é melhor do que trocar por um símbolo parecido de outro alfabeto.
Essas letras diminuem o tamanho do texto na tela?
Não do jeito que se imagina. O tamanho da fonte continua o mesmo; o que muda é o desenho, que já é miúdo dentro do próprio caractere. Por isso o texto permanece pequeno mesmo quando a pessoa aumenta a fonte do sistema inteiro, e é justamente isso que cria um problema de acessibilidade.
Serve para escrever nota de rodapé ou fórmula química?
Serve para casos simples, como a fórmula da água ou uma chamada numérica, já que os algarismos existem nas duas famílias. Para química ou matemática de verdade, o resultado é frágil: a cobertura de letras é incompleta e leitores de tela costumam interpretar mal esses caracteres, então uma notação apropriada continua sendo melhor.